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Segundo Carmen Lucia, ela recebeu um telefonema na última terça, às 14h, e um funcionário do Husm comunicou que sua consulta estava agendada para quinta, às 13h30min. Mesmo sem condições financeiras, deslocou-se de táxi, da Vila Noal, onde reside há três meses, até o Husm. Chegando lá, debilitada, não foi atendida.
Fomos primeiro ao Protocolo, nos orientaram a ir até o Registro Geral, depois até a Clínica da Dor (onde seria a consulta), depois ao Bloco Cirúrgico. Até que constataram que não havia agendamento. Eu estava com muita dor, de muletas e me arrastando pelo Husm contou.
A explicação que teria recebido de um funcionário:
Falaram que a médica que atenderia não tinha ido trabalhar nesse dia. E que iam remarcar a consulta afirma.
Em 2014, a paciente foi diagnosticada com redução simétrica do espaço entre duas vertébras e, desde então, sofre com fortes dores nas costas e dificuldade de locomoção. Ela precisa de uma cirurgia que custa cerca de R$ 100 mil e, como não tem condições, faz tratamento para amenizar os sintomas.
Carmen Lucia está buscando documentação para receber transporte do município. Hoje, conta com a ajuda de amigos e familiares, que até organizaram uma rifa para ajudá-la nas despesas com o tatamento.
A assessoria de imprensa do Husm confirmou que havia consulta agendada para a paciente na Clínica da Dor na tarde de quinta. A informação é que a Divisão Médica encaminhou pedido de manifestação para a professora responsável pelo atendimento, bem como ao chefe de Departamento a que ela pertence, e que uma nova consulta seria agendada."